>
Linhas: ligando os pontos das energias do Brasil - Minissérie em seis paradas
 
 
 
 
 
>
<
Pakitzapango, o calcanhar de Aquiles
Parada 6
>
<
Pakitzapango, o calcanhar de Aquiles
Parada 6 - Foto 1/4
A última parada do Linhas aborda mudanças. Sejam elas grandes – como a de Ruth Buendía, presidente da CARE (Central Ashaninka do Rio Ene) – sejam elas histórias mais pessoais. É o caso da jornalista Carolina Bernardes que decidiu experimentar uma vida sem dinheiro. Ela largou o emprego em São Paulo e a vida em que não tinha tempo para nada por uma vida mais simples e com menos consumo. Criou o Rota Brasil Social e se propôs a viajar sem dinheiro. Como? Ela troca seus "talentos" por transporte, hospedagem e alimentação. "O mundo pode ter outra forma de funcionamento. Não precisamos de muito, nós é que criamos necessidades para nós."
>
<
Pakitzapango, o calcanhar de Aquiles
Parada 6 - Foto 2/4
Osório pode ser um pequeno município no Rio Grande do Sul, no entanto, possui o segundo maior Parque Eólico da América Latina. "O Parque (eólico) representou uma grande mudança para a cidade que deixou de ver a fama de seus ventos fortes como um sinal de azar. O vento trouxe benefícios: empregos, turismo", diz Claírton Marques, morador da cidade. Ele tanto gostou da mudança que a deixou ser implementada em seu próprio quintal e, hoje, tem duas torres em sua propriedade. "Havia um certo receio do barulho, mas nem os animais que pastam próximo às turbinas eólicas sentem diferença. Podemos até dizer que é um som agradável."
>
<
Pakitzapango, o calcanhar de Aquiles
Parada 6 - Foto 3/4
Geraldo Pestalozzi
Quando notou que o trajeto para o trabalho demorava menos que a metade do tempo se trocasse as quatro rodas por duas, Geraldo vendeu o carro. "Ao sair do aquário que é o carro comecei a ver a cidade de outra maneira, ver as pessoas, sentir os cheiros". O paulistano mudou para o Rio e adaptou a magrela com caixote para as tralhas e USB que carrega o celular com a energia das rodas: "Para mim a energia é como o consumo. Sempre me pergunto: será que preciso de tanto?"
>
<
Pakitzapango, o calcanhar de Aquiles
Parada 6 - Foto 4/4
Cynthia Alario
Uma produtora que projeta filmes em regiões que não tem acesso à telona e que não fazem parte do grande circuito já é inovador. Imagine, então, um furgão de cinema itinerante que funciona com energia solar. Esse é o Cinesolar, projeto da Brazucah, fundado por Cynthia Alario e que já teve cerca de 13 mil espectadores em um apenas um ano. Formada em comunicação, ela também estudou medicina natural e auto conhecimento e, aos poucos, foi ampliando seu conhecimento para o meio ambiente como um todo. "Não adiantar cuidar de nós se não cuidarmos do todo", diz Cynthia.
>
<
Juazeiro: energia solar transformando vidas
Parada 5
>
<
Juazeiro: energia solar transformando vidas
Parada 5 - Foto 1/6
Desde fevereiro de 2014 o projeto já gerou cerca de 2.000.000 kWh de energia limpa, comercializada no mercado livre. O dinheiro desta venda é depositado na conta das famílias. Ao promover a capacitação de moradores na instalação das placas, a iniciativa também promoveu a união entre as pessoas e a inclusão social, já que aumentou a renda da população local.
>
<
Juazeiro: energia solar transformando vidas
Parada 5 - Foto 2/6
Gilsa Oliveira e Marinalva Sobreira são as síndicas dos condomínios Morada do Salitre e Praia do Rodeadouro. Como os conjuntos habitacionais não possuem o aparelhamento necessário para a vida coletiva, elas pretendem usar o recurso obtido para a construção de centro comunitário, posto médico, escola, creche e posto policial.
>
<
Juazeiro: energia solar transformando vidas
Parada 5 - Foto 3/6
Marinalva Rodrigues tinha medo de que as placas solares queimassem seus eletrodomésticos. Depois que entendeu como tudo funciona e começou a receber a renda extra, aprovou o projeto: "Hoje consigo comprar coisas que antes não dava: meus filhos tomam iogurte e teremos uma árvore de Natal com presépio", comemora.
>
<
Juazeiro: energia solar transformando vidas
Parada 5 - Foto 4/6
Jean Carlos Aragão supervisiona o programa desde o início: "Foi impressionante acompanhar a injeção de autoestima na comunidade, principalmente entre as mulheres. Muitas foram capacitadas para trabalhar no projeto e assim, descobriram seu poder de atuação na comunidade e de decisão com o orçamento da família. A iniciativa é transformadora", conta.
>
<
Juazeiro: energia solar transformando vidas
Parada 5 - Foto 5/6
Lucineide Silva teve a vida transformada com a implantação das placas solares no condomínio onde mora. Abriu sua microempresa e hoje trabalha na manutenção e limpeza dos painéis fotovoltaicos. "Agora tenho a minha independência financeira. Quero estudar, dar condições para os meus filhos viverem e ajudar na instalação de mais um monte de painel nos condomínios vizinhos", diz.
>
<
Juazeiro: energia solar transformando vidas
Parada 5 - Foto 6/6
Três aerogeradores vão garantir o pagamento da iluminação pública através da energia eólica. Já a energia solar gerada pelos nove mil painéis fotovoltaicos é vendida, e a renda revertida para a população.
>
<
Iluminando sonhos
Parada 4
>
<
Tapajós: respeitem a forma da gente ser
Parada 4 - Foto 1/6
A miniusina solar da comunidade Sobrado faz parte de um projeto experimental do Programa Luz para Todos, presente em 12 comunidades do Amazonas. O povoado, distante 200 km de Manaus, fica em uma das 400 ilhas do Parque Nacional das Anavilhanas. Hoje, a rede elétrica não chega na localidade, devido às dificuldades de transpor rios e florestas. Os custos de instalação e manutenção das redes de transmissão também são altos. Para garantir o funcionamento das escolas, muitos contam com barulhentos geradores movidos a diesel e lamparinas improvisadas em garrafas.
>
<
Tapajós: respeitem a forma da gente ser
Parada 4 - Foto 2/6
Antes da chegada das placas solares, os moradores tinham acesso a eletricidade por apenas 4 horas ao dia. Agora, a energia está disponível por 24 horas, o que possibilita o uso de eletrodomésticos. Salgar os peixes, antes necessário, virou uma escolha do cardápio. O frescor, agora, se mantém com o uso da geladeira. O ventilador dá um alívio para o calor da tarde, enquanto uma música interrompe o barulho do rio. No cair na noite, vizinhos se reúnem para estudar ou assistir televisão. Outras 2 mil comunidades na Amazônia poderiam ser beneficiadas com a tecnologia solar.
>
<
Tapajós: respeitem a forma da gente ser
Parada 4 - Foto 3/6
A miniusina fotovoltaica de Sobrado tem capacidade para gerar e armazenar o necessário para dois dias de consumo da comunidade. A rede atende 15 famílias, que podem utilizar até três lâmpadas, uma geladeira eficiente, antena parabólica, televisão de 21 polegadas, aparelho de som e ventilador. Os moradores locais, no entanto, ainda necessitam do gerador a diesel para acionar a bomba de água, que tira do poço artesiano o suprimento que abastece a comunidade toda, e a luz pública que ilumina o pátio central. Mais painéis e baterias resolveriam o problema.
>
<
Tapajós: respeitem a forma da gente ser
Parada 4 - Foto 4/6
Rosenildo de Carvalho, 46 anos, é o responsável pelo transporte de alunos da escola local. O piloto mora em outra região da comunidade, onde a energia solar ainda não chegou. Para conservar os alimentos, ele utiliza uma geladeira velha cheia de gelo. Ao anoitecer, Rosenildo ouve as notícias no rádio conectado a uma bateria veicular. Seu sonho, entretanto, é ver o telhado coberto de placas solares. "Ficamos na expectativa de que um dia também vai chegar para a gente. Todas as vezes que meus filhos ouvem um barco diferente eles dizem: 'é o barco do solar'", conta.
>
<
Tapajós: respeitem a forma da gente ser
Parada 4 - Foto 5/6
Os alunos utilizam a internet para pesquisas escolares. Mas o último dos seis terminais que ainda funcionava quebrou e não tem prazo para conserto, já que não existem técnicos na região. Com a usina solar é parecido e, sem a capacitação para fazer a manutenção do sistema, a comunidade sofre com a dependência de técnicos de fora. Em outras experiências com sistemas isolados de energia solar no Amazonas, moradores foram capacitados para manter os painéis. A capacitação trouxe autonomia e segurança, além de uma alternativa de renda para os técnicos recém-formados.
>
<
Tapajós: respeitem a forma da gente ser
Parada 4 - Foto 6/6
Vice-presidente da associação de moradores, Isabel Teixeira Queiroz, 51 anos, foi também uma das fundadoras da comunidade. Ela lembra que no início a luz vinha quase que exclusivamente do fogo do lampião, alimentado com querosene. "Fazia um cheiro ruim e tinha que tomar cuidado para não deixar muito perto da parede, pois a fumaça manchava tudo", conta. Com a chegada da luz solar, ela tem agora acesso a pequenos, mas reconfortantes luxos, como tomar água gelada no meio de um dia de trabalho duro na roça. "Faz muita diferença".
>
<
Tapajós: respeitem a forma da gente ser
Parada 3
>
<
Tapajós: respeitem a forma da gente ser
Parada 3 - Foto 1/6
A aldeia Sawré Muybu, onde mora Felícia Munduruku, corre o risco de desaparecer. Ela e outros 12 mil Mundurukus lutam contra a construção do complexo hidrelétrico do Tapajós, o maior megaprojeto de energia do governo brasileiro após Belo Monte, com cinco hidrelétricas previstas. A soma da área dos reservatórios é maior do que a cidade de São Paulo. Trata-se de uma região rica em biodiversidade, que abriga uma das principais porções de floresta intacta do país.
>
<
Tapajós: respeitem a forma da gente ser
Parada 3 - Foto 2/6
"Nós não vamos sair", diz o cacique Juarez Munduruku, da aldeia Sawré Muybu, que fatalmente será alagada caso São Luiz do Tapajós, a primeira usina hidrelétrica do complexo, venha a ser construída. Ele conta a estória do pequeno jabuti que vence uma enorme anta, presente na cosmologia do seu povo, para simbolizar – e pedir apoio – à luta pela proteção do rio. A anta seria o governo impondo a construção da obra e desrespeitando a vontade e os direitos dos povos que moram ali. "A anta é grande, mas, juntos, podemos derrotá-la".
>
<
Tapajós: respeitem a forma da gente ser
Parada 3 - Foto 3/6
O Rio Tapajós faz parte do cotidiano das aldeias: é ali que os homens pescam o alimento das famílias e que as mulheres vão para cozinhar, lavar roupas e banhar as crianças, que crescem brincando nas águas cristalinas dos igarapés. Presente desde a origem do povo, além de fornecer alimentos, o rio também ocupa um espaço especial na estrutura cultural do povo Munduruku, abrigando os principais locais sagrados.
>
<
Tapajós: respeitem a forma da gente ser
Parada 3 - Foto 4/6
Os índios Mundurukus estão realizando a autodemarcação da Terra Indígena Sawré Muybu. Se homologada, a área não poderá ser alagada. O processo de demarcação ocorre há anos, mas, por estar no caminho da hidrelétrica, foi paralisado pelo governo, negando aos índios um direito garantido na Constituição. "Esse é o nosso patrimônio" afirma o cacique Juarez. "A floresta é o nosso mercado, serve de base pra nossa vida, e no rio a gente pega os peixes. Nossos netos vão depender desse lugar".
>
<
Tapajós: respeitem a forma da gente ser
Parada 3 - Foto 5/6
Na aldeia Sawré Muybu, a sala de aula fica em um quiosque aberto no centro da aldeia. As aulas ocorrem em turnos durante a manhã, tarde e noite. As crianças têm aulas na língua Munduruku, uma forma de fortalecer a identidade e desse povo. Este modo de vida e cultura não precisa deixar de existir. O Brasil pode diversificar a matriz de energia e deixar de construir grandes hidrelétricas para investir em fontes como energia eólica, solar e biomassa.
>
<
Tapajós: respeitem a forma da gente ser
Parada 3 - Foto 6/6
Rui dos Santos é guia de um passeio pela floresta em Alter do Chão, principal destino turístico do oeste do Pará, banhado pelas águas transparentes do Rio Tapajós. Nascido e criado à beira do rio, ele conhece bem as propriedades das plantas. Diz ter aprendido tudo com os índios e, assim como eles, é contra a hidrelétrica. A construção da barragem, ameaça em comum que paira sobre os povos que vivem à beira do Tapajós, tem unido indígenas e ribeirinhos na luta para que o rio continue correndo livre.
>
<
Belo Monte, formigueiro de desilusões
Parada 2
>
<
Belo Monte, formigueiro de desilusões
Parada 2 - Foto 1/6
Com a chegada de Belo Monte, a vida em Altamira se transformou radicalmente. Ficou, principalmente, mais cara. Aluguel, alimentação, transporte. O quilo da farinha de mandioca custa R$ 10 reais. Custava R$ 2. Nos dias de pagamento, quando os operários deixam os canteiros para receber o salário nos bancos da cidade, a orla de Altamira vira cenário para grupos de homens vagarem a esmo, atrás de qualquer tipo de diversão. Nos temidos dias de pagamento, as mulheres de Altamira não saem de casa sozinhas em segurança.
>
<
Belo Monte, formigueiro de desilusões
Parada 2 - Foto 2/6
Giliarde Juruna, 31 anos, é o cacique da Terra Indígena Paquiçamba, na Volta Grande do Xingu. Ali, famílias indígenas e ribeirinhas estão sendo diretamente impactadas pela construção de Belo Monte. Quando a barragem estiver pronta, a vazão do rio naquele trecho será reduzida para sempre. Giliarde conta que virou cacique porque os mais velhos acreditam em tudo o que os brancos falam e, nas negociações sobre as compensações da obra, acabam enganados. "Eu quero tudo acordado por escrito", diz o cacique, preocupado com a diminuição da pesca e da caça e com a presença de estranhos nas proximidades de sua aldeia.
>
<
Belo Monte, formigueiro de desilusões
Parada 2 - Foto 3/6
O jornalista paraense Felype Adms de Oliveira, 29 anos, nasceu próximo ao rio Xingu, na região de Altamira. Seu trabalho é reportar o "mundo cão" da cidade, suas mazelas. Observa o colapso da cidade de perto e teme pelos índios e ribeirinhos que estão sendo expulsos de suas comunidades e empurrados para os conjuntos habitacionais na periferia de Altamira, em uma vida na cidade baseada no consumo e longe do rio.
>
<
Belo Monte, formigueiro de desilusões
Parada 2 - Foto 4/6
Na região do Baixo Rio Xingu existe um santuário ecológico chamado Tabuleiro do Embaubal. Ali é o local de desova de 20 mil tartarugas da Amazônia (podocnemis expansa), pitiús (podocnemis sextuberculata) e tracajás (podocnemis unifilis), que procuram as praias de areia fofa para depositar seus ovos. O tabuleiro está ameaçado. A retenção dos sedimentos do Xingu pela barragem de Belo Monte pode comprometer o processo de formação destas praias e, assim, a própria preservação do santuário das tartarugas.
>
<
Belo Monte, formigueiro de desilusões
Parada 2 - Foto 5/6
Dona Rosa Pessoa, 57 anos, mora em Altamira e no quintal de sua casa conta 78 pés de árvores frutíferas, "isso sem falar nas plantas medicinais", ressalva ela, que sabe do que fala. Cresceu em uma comunidade ribeirinha na região do Xingu, onde "pão era tapioca, carne de porco, só no aniversário". Foi para Altamira aos 12 anos para estudar. Hoje ela olha para sua casa e para a cidade com tristeza. "Altamira está muito violenta, muita droga e prostituição". Dona Rosa vai ter que sair de sua casa: o igarapé que fica no fundo do terreno vai inundar quando a barragem de Belo Monte estiver pronta.
>
<
Belo Monte, formigueiro de desilusões
Parada 2 - Foto 6/6
A usina hidrelétrica de Belo Monte custará mais de R$ 30 bilhões, dos quais R$ 4 bilhões são para medidas de compensação e mitigação de impactos socioambientais. Muitas destas medidas serão executadas em até 30 anos. O pescador Ildemar Costa, 60 anos, fugiu de Tucuruí quando a hidrelétrica daquela região formou seu reservatório e acabou com os peixes. Agora é um dos 9 mil pescadores prejudicados por Belo Monte. Diz que, por conta da obra, leva hoje uma semana para pescar o que antes pescava em três dias. Lamenta não ter direito à indenização.
>
<
A luz que vem das águas
Parada 1
>
<
A luz que vem das águas
Parada 1 - Foto 1/6
De geladeiras nas residências às máquinas funcionando nas fábricas, a importância da energia é inegável. No Brasil, a eletricidade é gerada principalmente por hidrelétricas e longe dos consumidores, o que explica vermos tantas linhas de transmissão cortando o horizonte. Por atravessarem milhares de quilômetros, parte da energia se perde e é desperdiçada neste caminho, encarecendo contas de luz. Uma solução para reduzir estas perdas é a geração descentralizada de energia solar e eólica.
>
<
A luz que vem das águas
Parada 1 - Foto 2/6
Ilha Solteira, na divisa entre São Paulo e Mato Grosso do Sul, fica próxima ao encontro dos rios Tietê e Paraná, cercada por usinas hidrelétricas. Uma das poucas cidades planejadas do país, Ilha Solteira nasceu em 1968 para abrigar os trabalhadores das construções das barragens e, hoje, grande parte da população é de aposentados e de ex-trabalhadores que possuem outras ocupações, entre elas, trabalhar na Feira do Norte.
>
<
A luz que vem das águas
Parada 1 - Foto 3/6
Alfredo Alves Cruz Neto, mais conhecido como Maninho, saiu de Caculé, na Bahia, e mudou-se para Ilha Solteira na década de 70. Desde então, mora na região próxima ao rio Paraná e viu a construção da barragem de Ilha Solteira até sua conclusão. "Ter energia é importante e transforma a vida de quem já viveu à base de lampião, mas a barragem fez com que a quantidade de peixes diminuísse muito", ele relembra. "Com tanto sol no Brasil, podíamos pensar em outras soluções para ter energia."
>
<
A luz que vem das águas
Parada 1 - Foto 4/6
Dirso Souza, primeiro morador de Ilha Solteira, saiu da Bahia em 1968 para participar da construção de barragens. As usinas hidrelétricas, responsáveis por 80% da eletricidade brasileira, são obras caras e com altos impactos socioambientais, e dependem de outras fontes em períodos de seca. Hoje, essa complementação é feita por termelétricas movidas a combustíveis fósseis, que emitem gases de efeito estufa. Investindo em outras fontes renováveis, como solar, eólica e biomassa, o Brasil reduziria suas emissões e garantiria o abastecimento de toda a população.
>
<
A luz que vem das águas
Parada 1 - Foto 5/6
Depois de dois anos trabalhando como barrageiro na Cesp, Almir da Silva tornou-se um pequeno produtor rural em Ilha Solteira. E fala com muita propriedade da seca anormal e da longa estiagem que atinge o município. A usina hidrelétrica de Três Irmãos, vizinha do município, por exemplo está com volume útil de 0%. Desde 2013, principalmente as regiões Sul e Sudeste estão com os níveis de reservatórios baixíssimos, forçando o acionamento das termelétricas, caras e poluentes.
<
A luz que vem das águas
Parada 1 - Foto 6/6
Marlucy de Lima Alves Cruz mora em Ilha Solteira, próximo ao rio Paraná. "Energia é importante para tudo: para guardar os alimentos, para o banho, para tudo que é básico. Mas, infelizmente, a gente já sente o aumento na conta de luz, que foi de R$50 para R$80 por mês", diz Marlucy. Por conta das secas e do acionamento de termelétricas caras e poluentes, a conta de luz dos brasileiros vai subir. Só em 2014, foram mais de R$ 30 bilhões para pagar o combustível dessas usinas.
A minissérie Linhas é um projeto do Greenpeace, com concepção e ideia original da jornalista Marina Yamaoka, feito em parceria com a videomaker Eliza Capai e a fotógrafa Carolina Quintanilha.

O projeto faz um mergulho no passado, presente e futuro da Energia no Brasil. Com seis vídeos protagonizados cada um deles por um personagem que tem sua vida diretamente transformada de alguma maneira pela produção energética, o projeto discute de onde vem e de onde poderia vir a Energia, passando pelas recentes – e equivocadas - escolhas do governo sobre o desenvolvimento do setor. Além dos vídeos, fotografias e textos compõem a narrativa.

Linhas pretende ligar os pontos entre as diferentes energias do Brasil e trazer informações, dados, reflexões e histórias de vidas para fortalecer o debate sobre o futuro da Energia e o setor elétrico nacional.

Política de Privacidade

Nossa política de privacidade on-line, às vezes, é modificada para atender a eventuais necessidades de reforçá-la. Por favor, verifique esta página periodicamente para saber sobre possíveis mudanças. E, ao utilizar o site, o usuário admite que aceita eventuais alterações na política postadas neste endereço.

O Greenpeace acredita ser fundamental que seu direito à privacidade na internet seja respeitado e nós fazemos tudo o que está ao nosso alcance para assegurá-lo. Essa política inclui todas as páginas que estão hospedadas no endereço www.greenpeace.org.br ou www.greenpeace.org/brasil/.

Isso não se aplica às páginas contidas em sites de outras organizações/instituições que eventualmente possam ter links ou referências em nosso site.

1. Nenhum dado pessoal é coletado em nosso site sem que você o informe, por sua livre e espontânea vontade, por e-mail, participando de alguma de nossas ações virtuais ou ainda pelo preenchimento de nossos formulários de filiação e de cadastramento.

2. A utilização de cookies em nosso site tem a finalidade única e exclusiva de estabelecer estatísticas de acesso, sendo coletados dados sobre provedor de acesso, sistema operacional, navegador (tipo, versão, opções habilitadas e plug-ins instalados), configurações de vídeo (tamanho/resolução e quantidade de cores), data e hora do acesso e páginas vistas. Não captamos informações como endereços de IP ou de e-mail e outros dados pessoais nem instalamos ou ativamos nenhum tipo de programa, vírus, script, trojans ou similares que possam de alguma forma comprometer sua segurança ou invadir sua privacidade. Tais estatísticas têm por propósito conhecer melhor o público que entra no site e aperfeiçoá-lo cada vez mais, de maneira a adequar a visualização e o acesso ao maior número de pessoas possível.

3. As informações coletadas pelos meios acima descritos em hipótese alguma serão vendidas ou compartilhadas com quaisquer outras instituições, empresas ou pessoas. Somente funcionários autorizados do Greenpeace têm acesso a essas informações. Nenhum dado é divulgado, seja em nosso site, seja em nossas publicações, sem que tal possibilidade seja devidamente explicitada no momento de seu fornecimento. Mesmo no caso das seções onde é prevista a divulgação de mensagens, somente o nome e a localidade do remetente são divulgados, não sendo expostos dados como endereços, físico ou de e-mail, ou telefones de contato.

4. Na eventualidade da contratação de agência para distribuição de nosso material, por necessidade ou conveniência, a escolha dela só será feita mediante a garantia de que esta política de privacidade seja devidamente respeitada, além do comprometimento de que as informações fornecidas são de uso único e exclusivo do Greenpeace, não sendo utilizadas em hipótese alguma para outros fins.

5. Não enviamos nenhum tipo de material, seja por e-mail, seja por meios físicos de postagem, sem que você opte por recebê-lo e indique tal opção ao preencher algum de nossos formulários.

6. Sempre damos a opção para que você se descadastre das nossas listas de envio de e-mail.

7. Caso tenha preenchido seus dados pessoais e de contato, aceitando receber ligações de nossa equipe de relacionamento, em qualquer página do Greenpeace Brasil, o usuário pode cancelar sua inscrição entrando em contato com nossa equipe de relacionamento através do email relacionamento@greenpeace.org, colocando como assunto do email o título "Cancelamento Recebimento de Ligação". Para facilitar o atendimento, o usuário deve informar no corpo do email seu nome completo, o endereço de email e número de telefone, que foram informados no momento do cadastro. Caso queira, o usuário pode entrar em contato com nossa equipe através do telefone +55 (11) 3035-1151, de segunda a sexta-feira das 9h00 às 18h00.

8. Você pode solicitar cópia de qualquer informação pessoal que tenhamos a seu respeito a qualquer momento, bem como solicitar a correção ou remoção dessa informação.

9. Nosso formulário de filiação está hospedado em servidor seguro devidamente certificado por entidade reconhecida internacionalmente para tal propósito (veja o certificado). As informações preenchidas são codificadas (criptografadas) para trafegar entre seu computador e o equipamento onde está hospedado o site, não sendo possível sua visualização por outras pessoas. Somente pessoal do Greenpeace estritamente autorizado tem acesso a esses dados.

10. Após a inscrição em nosso formulário de filiação, todo o usuário tem o direito de cancelar sua doação a qualquer momento, entrando em contato com nossa equipe de relacionamento através do email relacionamento@greenpeace.org, colocando como assunto do email o título "Cancelamento Doação". Para facilitar o atendimento, o usuário deve informar no corpo do email seu nome completo, ID de colaborador (caso já tenha recebido) e informações de contato (email e telefone). Caso queira, o usuário pode entrar em contato com nossa equipe através do telefone +55 (11) 3035-1151, de segunda a sexta-feira das 9h00 às 18h00.

11. O Greenpeace respeita o direito de opinião e expressão dos usuários de suas páginas de internet e redes sociais. São vetados, porém, spams e comentários de teor comercial ou ofensivo, bem como divulgações de qualquer natureza não estritamente relacionadas ao tema central em discussão. Tais publicações serão apagadas sem aviso prévio e seus usuários banidos no caso de reincidência da prática.

O Greenpeace segue as regras da Associação Brasileira de Marketing Direto – ABEMD. Conheça-as aqui.